quinta-feira, 19 de novembro de 2009

O caminho do avivamento e o ladrão sutil da estrada


Caminhar não é tudo, o importante é como caminhar. Essa era a filosofia dos ensinos de Jesus ao nos alertar dos perigos da estrada. Dessa forma, ligar o carro e seguir rumo à estrada do avivamento requer antes de tudo se desprender de si mesmo e de tudo que dificulta a nossa trajetória.
Nessa direção, muitas pessoas de forma ingênua tentam buscar o avivamento como se estivessem prontos a subir na carruagem de fogo, crêem no avivamento apenas como derramamento de poder e de dons, quando na verdade não verificam que viver avivado é estar apto à graça, é estar na brecha tapando os buracos, é estar de atalaia no alto do muro, é permanecer no lugar e na porta, é primordialmente revestir-se de amor quando a amargura, o ódio, o desprezo nos rodeiam, afinal não podemos dever nada a ninguém, a não ser amor, disse Paulo.
A questão é que o ladrão encontrou um esconderijo na estrada para nos assaltar, sim, ele está nas espreitas vitimando muitos “quase avivados” que envolvidos por um poder estranho e modista acabam sendo golpeados sem entender que o inimigo de nossas almas veio para roubar, matar e destruir.

Como será que o ladrão assalta e quais suas táticas?

Certa comunidade de uma cidade metropolitana do estado de Pernambuco saiu às ruas e fechou a rodovia na propalada alegação que ali havia muitos atropelamentos e exigiram uma lombada naquele lugar já demarcado pelos manifestantes. O protesto foi acalmado pelos policiais, a imprensa noticiou o fato e a comunidade foi atendida, o departamento de estradas e rodagem instalou uma lombada de concreto naquele lugar. Os acidentes persistiram e continuaram provando que a lombada foi apenas um pretexto para assaltar os motoristas à noite. Meses depois ficou claro para autoridades e motoristas que aquele lugar deveria ser evitado por qualquer motorista, pois ali muitos estavam à espreita bem próximo a lombada para quando o motorista desacelerasse, o ladrão viesse a dar o bote.

As táticas são muitas para fazer desacelerar o nosso carro rumo ao caminho do avivamento. Logo, a questão é como você caminha, posto que o verdadeiro avivamento não nos faz viver de embaraços, no avivamento só há pessoas lúcidas e cientes de suas limitações, mas uma simples pedrinha pode vir a danificar a nossa comunhão com Deus, a desarrumar o nosso altar e nos deixar desarmados para as guerras que vem, portanto sede sóbrios, disse Paulo e Pedro. (1ª Tessalonicenses 5.6; 1ª Pedro 5.8)

Observe bem o culto e veja se como as pessoas adentram a casa chamada de oração. Já observou? Se você não sabe, as portas do templo parecem ter detectores identificando quem veio adorar ou não e através disso podemos entender o porquê Jesus usou a ilustração do fariseu em uma oração de auto justificação: “Senhor, eu não sou como esse publicano...”, eu oro mais, eu faço mais, eu trabalho mais, eu prego melhor, eu canto mais bonito, quando na verdade a essência da adoração já começa em casa, na minha ansiedade em ir ao templo: “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à [casa do Senhor.” (Sl 122.1), porém muitas vezes não há alegria, há desprezo, “se der eu vou, nem sei se quero ir, nem se posso” e ao adentrar pelas portas as pessoas trazem consigo seus muitos problemas dificultando assim o espaço exclusivo de adoração.

A forma como caminhamos denuncia o nosso altar, pois somos testemunhos vivos e diante de nós há uma multidão a nos olhar, há o próprio Deus nos observando e o próprio inimigo que, nas escondidas, também nos analisa: “Viste meu servo Jó...” (Jó 1.8) Partindo desse princípio, muitos baratearam a adoração e acabaram por entregar a Deus um animal com mancha, um louvor defeituoso, um culto torto, uma pregação preguiçosa de quem nem se quer visitou as Escrituras e orou a Deus para dar o pão à igreja, mesmo assim, todos esses esperam um culto fervoroso no qual Deus venha derramar fogo sobre o altar, contudo saem frustrados e mais frios.

Já em muitos lugares, a casa de oração foi transformada num circo para entreter a platéia e para o tempo passar mais rápido preenchem o espaço com músicas de auto – ajuda que fazem derramar até lágrimas de crocodilo, é uma forma de deixar o emotivo preparado para o golpe final, a mensagem e na preleção o orador põe lenha no altar, arruma as pedras, cava o rego d’água e clama por um fogo estranho e no final os alienados saem alegres e massageados sem perceber que o pão oferecido tinha fermento demais.

Mas, quem anda no caminho do avivamento oferece um culto diferente, racional e cheio de graça, visto que tal caminho nos deixa consciente e livre para entender o percurso do rio desembocando no mar, nos faz endireitar nossas veredas através da Palavra de Deus, nos faz medir nossos passos e nos submeter às autoridades constituídas quer eclesiásticas ou não, nos derrama nos braços de Deus e Ele acaba por nos cobrir com o seu sangue contra as astutas ciladas da estrada, Jesus chega primeiro a resolver nossas causas porque estando avivados, nossos ouvidos vão estar atentos, assim não será qualquer manjar que vai nos encantar.

O inimigo está roubando nosso tempo em adorar a Deus, com barraquinhas de guloseimas na estrada ou com um fast food nos postos de combustíveis. O que rouba seu tempo de adoração? O que faz em 24 horas do dia não haver se quer duas horas para adorar e conversar com seu Criador, o que está atrapalhando sua caminhada?

Por outro lado, o assalto não é apenas contra o relógio diário, mas também de nossa visão. Queremos entrar no caminho do avivamento sem o colírio do céu, estamos caminhado de forma cambaleada sem perceber o veneno na panela, por sua vez o veneno preparado é tão doce que passa despercebido nos dvd’s do engano. Sim, o inimigo está roubando nossa consciência, nos jogando um contra o outro, pois ele é mestre em roubar nossa adoração e dedicação a Deus, ele é mestre em nos fazer ficar em casa sem querer ir à igreja cultuar aquele que nos criou, ele é mestre em nos desanimar, ele é mestre em fazer-nos desistir de nossa chamada, ele é o mestre dos embaraços e nos que nos alistamos não podemos nos embaraçar com as coisas dessa vida se quisermos andar no caminho do avivamento.

Quanto ao assalto, além do tempo e da visão, o ladrão da estrada rouba a nossa amizade com Deus e muitas vezes e sem perceber trocamos o nosso verdadeiro amigo por coisas pequenas, o negamos na estrada quando fora do templo vestimos outra roupa interior, quando fora do templo somos reprovados pelo nosso falar e caminhar diante das pessoas, quando lá fora somos mais pecadores que os pecadores, porém nos púlpitos e nos corais transparecemos um brilho ofuscado: “tendo aparência de piedade, mas negando-lhe a eficácia dela. Afasta-te também desses.” (2ª Timóteo 3.5)

Nessa direção, o inimigo sabe quando estamos ou não caminhando corretamente, e com isso milita de duas formas: tentando derrubar quem aprendeu caminhar e derrubando de uma vez por todas os que vivem em cima do muro, mesmo assim é bom sabermos que os que caminham na corda bamba não são os que estão fora da peleja, os que deixaram a casa paterna, mas aqueles que estão na igreja dando a Deus as migalhas na sua forma torta de adorar, aqueles que sem temor e misericórdia deixam de frutificar onde Deus os planta, porque aprenderam que o caminho do avivamento é apenas um adorno exterior, quando no interior os mesmos bichos continuam vociferando lá dentro com seus rancores, invejas, soberbas e vaidades por esquecermos que a simplicidade do caminho proposto por Deus é que faz a diferença aonde quer que chegamos. “Sede simples como as pombas e prudentes como as serpentes” (Mateus 10.16)

Enfim, verifiquemos não só o nosso carro, mas também de que forma conduziremos o nosso veículo para que não venhamos a forças as marchas, rasgar os pneus nos buracos do caminho ou mesmo abastecer nossa mente com o veneno da panela, porque o ladrão está ai, para nos roubar o que há de mais precioso em nós: a nossa salvação e a presença do Espírito Santo em nossas vidas.

Até à próxima!

André Silva

segunda-feira, 2 de novembro de 2009



Há tempo


Há tempo para tudo debaixo do sol

Para se justificar por tudo o que deveria ter sido e não foi

Falta tempo.

Para nos avaliar e rever nossos defeitos

Para falar demais, sobra tempo

Para calar, analisar e refletir ainda não nos foi ensinado

Ensinar a pensar é perigoso e só consegue esse feito

Quem tem tempo para ser livre

Porque liberdade ainda é um bicho que nos amedronta

Só o tempo para nos dar coragem em ser destemidos

E para sair de uma luta corporal com o nome mudado

Só o tempo com suas marcas profundas para nos ensinar

Que pra chegar aonde Deus quer é preciso: Tempo

Devagar ou no Já instante de nós mesmos.

Quando depois de uma saborosa aula

tomamos dois rumos:

Balançamos a cabeça para concordar com tudo

Ou praticamos o que foi ensinado

Por atentar que até a arte de amar alguém

requer tempo e muita espera

Infelizmente muitos preferem aprender

aos solavancos e pauladas nas aulas da vida

Quando deveriam aprender

na suavidade de quem com a verdade quer dizer:

acorda ainda há tempo.

Tempo para tirar essa máscara de quem diz estar feliz,

mas está insatisfeito com o menu do dia a dia

Tempo para não gastar suas energias com o que não alimenta a alma

Tempo para se gastar no que é verdadeiro e eterno

Tempo para perder o medo de apostar naqueles que foram excluídos

Tempo para deixar a concorrência

que nos preenche o ego

e colocar a mão na massa de fato e de direito

Tempo para silenciar em meio a tantas críticas.

Que venham as críticas, viva!

É o tempo provando que estou dando frutos

Tempo para se alegrar com a multiplicação da obra,

até por que o Mestre lhe deu um tempo para isso

O tempo é tão simples, nós é que o encurtamos demais,

por isso falta tempo para tudo,

menos para o espelho de nossa vaidade:

eu sou, eu fiz, eu tenho, eu estou...

Há tempo para o tempo rir de tudo isso

Como também há tempo para virarmos a mesa da mesmice

e ensinar nas classes e púlpitos

Que Deus é muitos mais do que aquilo que o tempo já tentou nos mostrar.

Que venha o tempo arruinando nossos corpos

com a velhice e as enfermidades,

Mas que tenhamos tempo de nos virar para o canto da cama

e clamar a Deus por mais um pouco de vida

para podermos ter mais tempo de fazer

o que estava em nosso alcance e ainda não o fizemos.

Até quando vamos gastar tempo

em elogiar as grandes vozes agudas e fortes

sem nos atentar ao que a Palavra nos quer ensinar?

Os nossos alunos continuam vazios,

porque o ibope e a “boa oratória”

é a preocupação do tempo que teimamos em gastar

quando bastaria sermos apenas uma voz clamando no deserto.

Até à próxima!

André Silva!

sábado, 10 de outubro de 2009

No caminho do avivamento...
(Continuação)

Algumas pessoas teimam em ver o avivamento apenas como separação do mundo vil, essa visão não é ruim, embora se esquecem de que romper o ciclo vicioso social, dá uma marcha ré em becos aparentemente confortáveis não é tarefa fácil, se lembrarmos que o velho homem é o passageiro mó do nosso carro, refletiríamos antes. É ele quem nos coloca em xeque quando tentamos guiar o nosso carro por estradas seguras, é ele quem questiona nosso posicionamento rotulando nossas decisões como radical demais, é dele o forte argumento de que devemos assinar o chegue da liberdade e entregá-lo em branco nas mãos do homem carnal, é do homem caído essa velha roupagem adâmica que só mostra um prato saboroso de comida no momento em que mais estamos com fome, esse passageiro tende a nos acompanhar no caminho do avivamento, embora o deixemos de lado quando mergulhamos no rio do Espírito, mas não podemos negá-lo, ele é a divisão de águas, o nosso mais ardente desejo quando conscientes, pelo óleo da Palavra, ao saber o que não podemos, mesmo assim, o velho homem faz questão de criar uma contenda com homem espiritual fazendo nosso motor esfriar sem podermos seguir a viagem rumo ao céu. (Romanos 7.14)

Lembre-se de que esse passageiro é consciente demais, é um artista transvestido de santo, cheio de roupagens exteriores, mas sem o germe da graça, busca se auto justificar com sua performance de quem ora muito, jejua todo dia, trabalha ardentemente para que todos vejam, mas observe com mais cuidado e veja seus frutos. Apesar de toda exterioridade e leveza nas palavras, o velho homem é rápido em irar-se, é invejoso, busca sua auto promoção, adora ser aplaudido, não ama, mas é um galã apaixonado, consegue escrever belas poesias de amor sem viver nenhuma vírgula do que escreve, representa o tempo todo, é um lobo vestido de ovelha, é alguém com visão trocada, acreditando que a igreja é um palco, uma cadeira promocional, justificando que seu trabalho ali merece um título nobre, sem entender que no caminho do avivamento quanto mais o carro tem força para andar mais ele deve servir e gastar os pneus, quanto mais o óleo é trocado no motor, mais ainda o carro pede uma marcha para correr, embora correr aqui significa fazer a obra até o fim da estrada. “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.” (II Timóteo 4.7)

Com o motor revisado e o óleo da Palavra lubrificando seus pensamentos mais secretos, o livre – arbítrio dá sinal de partida e pára, o velho homem não entende e resmunga por pressa, afinal longa é a caminhada, mas como o motor foi revisão pelo óleo da Palavra, não se poderia pegar a estrada sem os documentos necessários, pois até os mais estranhos peregrinos têm uma identificação. A questão é: muitos até almejam o caminho do avivamento, lêem sobre o assunto, escutam músicas relativas ao tema, mas não levam sobre si uma identificação genuína de quem quer pertencer, ser e estar. Estes são os que levam seus carros para estrada sem revisão, os despreparados, comparando o caminho do avivamento a um momento festivo, apenas quando vem um pregador avivalista, comparando esse caminho a uma estação a qual de ano em ano são visitados pelo desabrochar das flores na primavera da vida. Se os freios (a auto reflexão) e o motor estão revisados, o viajante não medirá esforços em se auto identificar e esta identificação não é obrigatória nem meritória: eu sou! Muito pelo contrário, a mudança de posição, o jogar das máscaras em busca de arrependimento e vontade de acertar faz o seu proceder denunciar de onde ele veio, de qual cidade ele é e para onde está indo. (II Timóteo 2.15)

Infelizmente, há muitas pessoas dando voltas diante da benção, voltas e voltas vendo a terra prometida sem entrar nela, acabando a gasolina do carro, estragando os pneus e forçando o motor, enfim desistindo da caminhada, já outros não desistem persistindo em soltar fumaça tóxica de relativismo cultural e incomodar as pessoas com o ronco do seu motor, que sem o óleo da Palavra, só conseguem fazer barulho, outros são mais sagazes: vivem reparando o motor quebrado com seus paliativos o deixando bem silencioso, se camuflando, é um eterno arranjo de flores artificiais enganando qualquer olhar desatento, estes não gostam de doutrina nem de Escola Dominical, andam segundo suas opiniões, são insubmissos, mas gostam de destaque, são capazes de fazer conchavos pela disputa de cargos, são obreiros tendenciosos, membros “society’s” com “maquilagens sutis nos rostos,” são observadores do defeito alheio, vivem zombando dos mais fracos, adoram bajular a liderança em busca de um lugar ao sol. “...tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Afasta-te também desses.” (II Timóteo 3.5)

Com a documentação em dia, o livre - arbítrio respira e aciona a chave na ignição, o apressado velho homem suspira num “até que fim”, mas o homem espiritual olha as sinaleiras do veículo, deixa tudo para trás e entra no carro rumo ao caminho do avivamento. Como já sabemos que tal caminho não é uma mera estação, o homem espiritual discerne tudo e compreende sua jornada, ele é um entusiasta porque Deus está dentro dele, não há barreiras, buracos, mau tempo, não existe congregação longe, nem o melhor lugar para pregar, nada é desculpa para vãs lamentações, o homem espiritual vive de vitória em vitória e não em busca de uma vitória. Já seu companheiro de viagem, o velho homem, não consegue estabelecer um diálogo com seu Criador, seu olhar só se direciona para um lado: vitória, a minha vitória, eis o motivo da pressa: o velho homem almeja o caminho do avivamento para obter lucro, ele barganha, eu faço, eu recebo, “santifica-se” com intuito de ser abençoado materialmente e não por necessidade de se parecer com Cristo, se trabalha, reclama por um salário, não consegue esperar o momento de ser abençoado por Deus (Salmos 40.1) então é capaz de parar sua caminhada para se empanturrar nos “fast foods” da estrada, se alimentando de todo tipo de modismos e vãs doutrinas, se achando experiente, começando a caminhada obeso, ou melhor, inchado, sua pregação não é uma análise, nem uma preocupação com as almas , mas apenas palavras de efeito preparadas para causar lágrimas quentes dignas de pessoas que vivem na periferia da derrota, até porque no caminho do avivamento não existem derrotados, ninguém precisa ter o cativeiro mudado, ninguém precisa parar no caminho para tomar a água santa ou levar a rosa ungida a fim de se proteger das mazelas dessa vida., afinal a água de todos aqueles que pretendem ou já estão no caminho do avivamento é o Espírito Santo que jorra dentro do ser nos impulsionando a não mais olhar para trás.

Por esse motivo, os obesos espirituais cansam e param no meio da caminhada, porque no caminho do avivamento tem fogo que a cada quilômetro vai aperfeiçoando, limpando, lubrificando, tirando os arranhões, vai lixando a ferrugem da lataria e passando a tinta perolizada do sangue do Cordeiro, vai removendo o mofo dos bancos, vai alinhando a direção, balanceando os pneus, tirando os ruídos das mais venenosas doutrinas dos dvd’s do engano, sim, longo é o caminho do avivamento e para agüentar a jornada é necessário se deixar regenerar, se deixar ser consertado e lubrificado pelo óleo da Palavra ainda que doam as lixas retirando as ferrugens, com a cara limpa podendo olhar no olho de qualquer irmão e o saudá-lo com a verdadeira paz e tomar o cálice e comer o pão na mesa do Senhor, qualquer pessoa disposta a este caminho se deixará moldar nas mãos do oleiro. Sendo assim o caminho do avivamento começará a ganhar sentido e a certeza de quem, uma vez estando nesse estágio, não conseguirá voltar atrás, mesmo que o velho homem ainda seja seu passageiro nesse caminho sem voltas.



Até a próxima!

André Silva

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

No caminho do avivamento:

Dando voltas num caminho sem volta



Nenhum caminho é tão largo que não se possa perceber quando as curvas são perigosas, da mesma forma, qualquer caminho rumo ao avivamento é uma curva perigosa para o velho homem, este que apesar de viver tropeçando nas calçadas da vida sente medo de mergulhar no rio do Espírito, visto que tal caminho proposto por Deus traz uma interrogação, esta estrada tem um mapa que nem nossa bússola humana consegue nos localizar, eis o motivo de adiarmos essa viagem todo dia.

Geralmente, traduzimos o caminho do avivamento como uma fórmula pronta e acabada: faça assim, seja assim, ande assim e esquecemos que o avivamento é uma estrada sem volta e uma vez partindo rumo a ela, nossos pés tomarão decisões nunca antes pensadas, embora tendo o livre arbítrio como motorista, somos impelidos a nos separar do que nos tange desse poder, sim, as fórmulas prontas não existem por acaso, elas nos localizam pela lei que há em nós, mas o velho homem que há em mim e em você será o nosso companheiro de viagem, para que a graça em forma de liberdade não nos apavore tanto, somos imperfeitos até mesmo no caminho do avivamento.

Quando partimos do princípio de que somos pó e desgraçados, carentes da graça e misericórdia de Cristo, o livre arbítrio, nosso motorista, não desgovernará o carro, às vezes ele pára na oficina para uma revisão, outras vezes ele cai na lama cujos pneus ficam rodando sem sair do lugar, a força que nos empurra para frente em busca de um Deus de misericórdia, muitas vezes é o que nos faz descer do carro e o empurrar para voltarmos a viagem. Ansiamos, enquanto salvos, esse caminho, somos renovados a cada dia a buscá-lo, assim a estrada do avivamento é um eterno vazar de saudades, visto que nosso espírito pertence à pátria amada, nosso espírito tem sede de Deus de estar com Ele, sabemos que nEle somos mais que vencedores. Ele é um abrigo no caminho quando vem a tempestade, Ele é a parada de alerta quando há curvas e ladeiras perigosas, Ele é o farol mais alto quando as neblinas da estrada embaçam o para brisa de nossa visão, por esse motivo o avivamento é uma estrada sem volta e à medida que vamos conscientemente crescendo e amadurecendo na graça, verificamos o quanto nosso espírito pertence ao caminho sem volta, caminho este o qual desembocará nas mansões celestiais. A questão é: Avivento é um caminho ou apenas uma estação no caminho? Poderemos ser totalmente avivados?

Se começarmos a pensar o avivamento como um grande derramamento de poder, teremos que nos permitir, antes de pegar a estrada, a investigar o nosso carro humano, porque uma grande viagem requer uma revisão. Precisaremos, antes da viagem, verificar nossa conta bancária e calcular o quanto gastaremos até o fim do percurso além de acumularmos a esse cálculo os gastos com os supérfluos e os acontecimentos inesperados. Por outro lado, necessitaremos tomar uma posição, se queremos ou não viajar, porque pronto ninguém está, por mais que acreditemos ter tudo nas mãos sempre nos falta alguma coisa. Eis o motivo da auto reflexão estar em falta nos dias atuais, as pessoas tomam decisões avulsamente, saem no seu carro sem medir os perigos, se acham auto-suficientes e plenamente amadurecidas se esquecendo de que o livre arbítrio, nosso motorista, poderá ser guiado ou pelo espírito ou pelo velho homem o mais ilustre passageiro dessa viagem e se o veículo pender por uma estrada estranha, saiba: há assaltos, tragédias e morte a sua espera. Por isso, o temor é a primeira ferramenta que não pode faltar na hora de revisar o nosso carro humano. “O temor é o princípio de toda sabedoria” (Provérbios 1.7)

Nessa direção, com os freios do temor revisados e os cálculos feitos, partamos a revisar o nosso motor, a consciência, verifiquemos se o barulho que estamos fazendo seja uma auto defesa de fariseu camuflado, eu oro, louvo, vou à igreja estou pronto para enfrentar o caminho do avivamento. Esse discurso é comum em motores aparentemente valentes que rugem fortes e camuflam seus medos interiores e suas falhas mais escondidas. Se todo motor avisasse que está com defeito, muitos motoristas adiariam a viagem, muitos escapariam de dormir em estradas escuras e perigosas além de escapar de um grande acidente. Portanto, quem se aventura a andar no caminho do avivamento deve antes se lembrar de rever seu motor, porque uma vez estando no caminho do avivamento a máscara cairá mais cedo ou mais tarde. Pois no caminho do avivamento não há sombras e escuridão, ou você se revela por inteiro e deixa que a graça e a misericórdia o socorra ou o próprio caminho o denunciará, afinal: “poderá uma árvore boa dá frutos maus?” (Mateus 7.16,18)

Depois de tirar as máscaras do engano, o carro humano começa ganhar forma e isso só acontece porque passamos a freqüentar essa tão grande oficina que é a igreja. É uma pena que muita gente ainda tenha uma visão deturpada de igreja. A igreja não é minha, nem sua, nem tão pouco é uma rodoviária para um transitar humano de um vai e vem de gente com suas bagagens velhas e novas, também não é um museu incumbida de contar grandes histórias que de tão velhas deixaram de ser visitadas, assim como não pode ser um círculo de poder de um grupo antigo que já estava ali por muitos anos, não é herança de pai pra filho, não é um órgão democrático, a igreja também não é nem pode ser um palco para as manifestações culturais nem cabe a ela acabar ou solucionar os conflitos sociais, nem mesmo tem uma visão fechada e dogmática de uma ou mais pessoas ou uma visão mui livre e aberta para acompanhar o percurso dessa sociedade falida em si mesma. (João 18.36) Quando olhamos a igreja com essas características, deixaremos de localizar o caminho do avivamento, ainda que nossa bússola, ou melhor, nossos “gps” estejam por demais avançados, precisaremos entender que o nosso carro, mesmo novo, será convocado para um “recall” na concessionária do templo através do óleo da Palavra de Deus que vai retirar as peças defeituosas ou desenferrujá-las. Será a ação da Palavra de Deus na oficina chamada igreja que o seu carro será autorizado a seguir viagem e é lá e somente lá, caso não seja, permita-me uma pergunta: Poderia um carro ser consertado no psicólogo? Podem os artistas dessa cultura popular revisar o seu carro e colocá-lo no caminho certo? Poderá o próprio carro se auto consertar? Eu e você somos esse carro e para seguir viagem precisamos de uma revisão e somente no lugar sério e adequado poderemos receber orientação correta para não ficarmos na estrada, o nosso motor precisa de óleo para se mover de forma leve e esse óleo, que é a Palavra de Deus, só encontraremos em um lugar: na igreja. “Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão de alma e espírito, e de juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.” (Hebreus 12.4)

Tendo o óleo da Palavra em nosso motor, leremos melhor as placas de sinalizações, entenderemos que no caminho do avivamento vamos encontrar diversos carros quebrados, prontos a consertar. Não se engane na estrada do avivamento não veremos carruagem de fogo voando em nossa volta, Elias foi uma exceção, Enoque, que andava com Deus no caminho, foi logo tirado dessa terra. Nessa estrada há carros defeituosos e com vontade de serem consertados, ansiosos em serem usados, mas jamais teremos no caminho do avivamento carros que nunca se quebram, posto que sem defeito só Deus e Ele não dá sua glória a ninguém. (Isaias 42.8)

Por essa perspectiva, deixemos de pensar que no caminho do avivamento teremos homens e mulheres com super poderes, estendendo a mão e mortos levantando, cegos enxergando, coxos andando, surdos falando, calma! O caminho do avivamento é lugar de gente consciente de suas limitações, é uma estrada de conserto o tempo todo para que fiquemos habilitados para entrar nas mais altas nuvens e trafegar nas ruas de ouro descritas por João em Apocalipse, é um lugar de gente amadurecida, um lugar de gente normal, falha, um lugar onde não cabe uma encenação, nem performance, nessa estrada não cabem atores interpretando seus melhores personagens, apenas gente de vida real, não é uma sala da justiça cada um com seus dons poderosos e triunfalistas, não! No caminho do avivamento existe um povo que se chama pelo nome dEle, Jeová, o qual se dispõe a vestir pano de saco e derramar cinzas na cabeça, no caminho do avivamento há pessoas que há muitos anos de caminhada continuam dizendo: não sou nada, sou desgraçado, pobre e nu, porém quando clamam pelo nome que é sobre todo o nome, Jesus de Nazaré, Ele responde e o Espírito Santo da verdade nos auxilia como um canal naquele mesmo momento sobre o milagre daquilo que era impossível aos nossos olhos, pois no caminho do avivamento seremos o próximo instrumento a ser usado para glória dEle, do jeito dEle e no tempo dEle, seremos ou o próximo Elias ou um dos sete mil que não se curvaram. Não há profeta maior ou melhor, seremos sempre vasos usados para honra do Deus pai. Assim, todos verão que no milagre o nome do Senhor subsiste para todo sempre.


“Ele me perguntou: Filho do homem, poderão viver estes ossos? Respondi: Senhor Deus, tu o sabes. Então me disse: Profetiza sobre estes ossos, e dize-lhes: Ossos secos, ouvi a palavra do Senhor. Assim diz o Senhor Deus a estes ossos: Eis que vou fazer entrar em vós o fôlego da vida, e vivereis. Profetizei, pois, como se me deu ordem. Ora enquanto eu profetizava, houve um ruído; e eis que se fez um rebuliço, e os ossos se achegaram, osso ao seu osso. Então ele me disse: Profetiza ao fôlego da vida, profetiza, ó filho do homem, e dize ao fôlego da vida: Assim diz o Senhor Deus: Vem dos quatro ventos, ó fôlego da vida, e assopra sobre estes mortos, para que vivam. Profetizei, pois, como ele me ordenara; então o fôlego da vida entrou neles e viveram, e se puseram em pé, um exército grande em extremo.” (Ezequiel 37.3-12)


No próximo post estarei continuando esse caminho.

Até a próxima!
André Silva

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

A Paz do Senhor a todos!

Tenho estado ausente há mais de um mês por estar com um grave problema de saúde na familia.
Desde já rogo pelas orações dos santos na fé!
Em Breve continuarei a serie de textos sobre o velho homem.
Um abraço a todos!
Em Cristo,
André Silva

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Ansiedade: uma estratégia do velho homem
para perdermos o alvo




Não tenho como destrinchar todas as causas e seus meandros, até porque o próprio assunto traz em si uma profundidade digna de um livro, mesmo assim, tentarei dentro dessa série: Nas mãos do velho homem, desmistificar essa característica humana, não como doença dos dias modernos, e sim como estratégia de quem quer nos ver desviar do alvo principal que o Reino e a glória que nos espera. Jesus foi claro, não andeis ansiosos pelo que haveis de comer, vestir, (Mt 6.25 – 34) mais tarde Paulo também nos adverte em sua carta aos (Fl 4.7). O que nos faz estar ansiosos?
As estratégias do velho homem contra o homem espiritual são muitas e antigas, no deserto o inimigo tentou até acreditar que Jesus poderia sofrer do mal da ansiedade, porém seu tiro saiu pela culatra. Sabendo então que Jesus estava quarenta dias com fome foi apressado em oferecer uma saída rápida para saciar seu corpo: “transforma as pedras em pães”, além do corpo, o inimigo atacou pelo mesmo viés: a ansiedade. Assim, tentou induzir o desejo em Jesus em ser alguém de destaque, afinal se ele era o filho do Deus vivo, porque não deixar claro que ele era rei e podia todas as coisas? Observe que nós humanos temos essa fome de transcendência, esse desejo de ter e ser desde o jardim. “E sereis como Deus sabendo o bem e o mal” (Gn 3.5) Só que mais uma vez Jesus dá uma aula: Está escrito! O que me espanta que Jesus ao ser interrogado não profere opinião própria, porém remete ele às Escrituras, está escrito! “Ouviste o que foi dito aos antigos” (lei mosaica) Por fim, o inimigo tentou encontrar em Jesus um nascedouro para um velho homem e foi infeliz em mais uma vez incentivá-lo à ansiedade, tentou buscar resquícios do velho Adão lá do jardim oferecendo o poder dos reinos ao dono dos reinos. Está escrito, responde Jesus com autoridade, somente a Deus deves adorar...
Jesus inicia seu ministério dando uma aula inaugural para quem quiser ganhar carta convite para entrar em seu reino, portanto, não estejais ansiosos por coisa alguma, antes...
A questão é muita óbvia e vive bem pertinho de nossos olhos, temos até como reverter a situação, posto que a fé tem poderes em si mesma para reverter as mais adversas tempestades, mas nem sempre é isso que acontece, se não é assim, olhe você para o culto no templo, olhe com atenção e seja no mínimo honesto em dizer que a ansiedade nos leva para muitos lugares menos para adorar a Deus. Os hinos são entoados nas mais belas vozes, porém é apenas um cantar ensaiado envolto a um culto mecânico sem causa e sem efeito de um Evangelho no qual o próprio Paulo diz: “porque o nosso evangelho não foi a vós somente em palavras, mas também em poder...”
Por outro lado, a ausência dos dons na igreja hodierna nos leva a dois caminhos: às lembranças do passado e as crises do presente. Lembrar o passado em que Deus parecia atuar mais que hoje, operar mais milagres que hoje nos faz pensar que os milagres cessaram e que Deus no mínimo não é mais o mesmo, de outro modo podemos também observar o crescimento pela procura da instituição religiosa ou dos artigos ditos da fé, principalmente no campo do louvor e da mensagem da Palavra, aparentemente parece uma sede, mas não é, o nome desse inchaço de mãos levantadas para o alto, das lágrimas a fio de um emocionalismo vazio diante de letras que tocam e arrepiam estrategicamente as almas cansadas das lutas da vida, dessa oratória ensaiada e determinada de pescadores de aquários é simplesmente ansiedade.
A busca incessante pela vitória virou febre nas igrejas e nos seguimentos cristãos de todas as placas, as pessoas esqueceram do primordial: buscar primeiro o reino e na sede desejosa entre o ter e ser, os cristãos modernos passaram a buscar o que Jesus mais combateu: “não andeis ansiosos”, porque é justamente isto que o mundo busca. Diante disso se entendermos bem o discurso de Jesus sobre o seu reino perceberemos que lá nada que sonho os nossos olhos carnais terá espaço nesse lugar. Sabendo disso, não quero aqui condenar ninguém, apenas tendo disto desde o início que tudo isto é uma estratégia do obeso e velho homem.
A ansiedade pelas coisas da vida tira o nosso foco para o altar, quando o salmista nos adverte em entrar pelos átrios do templo livres de tudo que nos cerca, louvando com júbilo o nome daquele que nos garante a vitória se descansarmos nEle. (Sl 100.4) A ansiedade quebra toda e qualquer confiança, a ansiedade nos tira do centro da vontade de Deus, posto que a nossa busca deve ser incessante pelo Reino, pela proclamação do Reino e pela nossa entrada no Reino, assim sendo, “aquele que perseverar até o fim será salvo” (Mt 24.13) A ansiedade nos tira a visão do céu para buscar aqui as coisas daqui, para se satisfazer aqui com as coisas daqui e acreditar que isso apenas basta, quando muitos estão morrendo ao nosso redor sem conhecer a Cristo, mas o nosso umbigo parece ser mais importante no momento.
Estamos preocupados com qual roupa vamos ao culto, preocupados se o cabelo está bem escovado, se o terno é importado, e o sapato é da moda, se chegaremos no carro do momento para impressionar a todos na nossa chegada triunfal com os vidros escuros fechados e abarrufados do ar – condicionado, estamos preocupados se o pregador vai colocar os “s” no lugar, quem é o cantor da noite e se o mesmo tem voz aguda perfeita ou se faz um belo contralto, preocupados se o pregador conhece a fundo a teologia e sabe fazer os irmãos glorificarem e chorar no final, estamos preocupados com os arranjos do templo, com os bancos, com o piso que deveria ser de mármore para lustrar e refletir nossa imagem, estamos preocupados em ser até a melhor igreja, só não estamos preocupados em adorar em espírito e verdade, só não estamos preocupados e ansiosos em viver o evangelho com o jeito de Cristo, só não estamos preocupados em ir à escola Dominical para aprender a sã doutrina, só não estamos preocupados em levar o evangelho aos perdidos, só não estamos preocupados em ser sal e santo como Ele é.
Sim, olhe você mesmo ao lado e ao longe e perceba que tudo isso é fruto de uma ansiedade bem trabalhada no ruminar violento do velho homem o qual engole e vomita dia após dia a mesma comida com sabores diferentes, tudo para atrair o olfato de quem quer dar meia volta e depender de Cristo como aquele que na hora certa abre portas de emprego, sara as enfermidades, o livra das emboscadas do inimigo, faz encontros acontecerem, coloca o homem em cadeiras de honra, enfim esperar em Deus deve ser o modelo ideal de vida para quem quiser vencer na vida material e espiritual.
Esse velho homem tenta iludir a mim e a você ou mesmo a um grupo inteiro, a melhor forma de vencê-lo é solidificando suas bases na graça de Cristo, pois a graça é o caminho para qualquer cristão vencer, mas para chegar no solo seguro da graça é necessário antes de tudo da meia volta e nascer de novo.

Até à próxima!
André Silva.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Velho homem obreiro

Já observamos nos capítulos anteriores as façanhas do velho homem no homem espiritual. Também detectamos o quanto suas estratégias mudaram, mandar alguém pra fogueira ou colocar na cova dos leões são coisas do passado, posto que hoje o inimigo se contenta com nossa morte espiritual e não física, portanto a obesidade trouxe em si a morte aos poucos aos servos de Deus bem sentadinhos no sofá da sala. Sendo assim, ainda nascem outros questionamentos: por que muitos obreiros salvos em Cristo ainda vestem a roupa do velho homem? Pode o velho homem abençoar, com suas ações, a obra do Senhor?
Se abrirmos a janela do passado, veremos que o poder sempre foi combustível para o motor enferrujado desse homem carnal ou mesmo de algum anjo o qual desejou subir as mais altas nuvens (Is 14.14), até ele, o querubim ungido de Deus, teve o poder como estratégia para auto promoção e mais tarde esse mesmo anjo caído traz a receita ao primeiro casal humano na propalada alegação de que teriam poder, seriam como Deus, saberiam tudo. Com isso, o motor de partida foi acionado, a tomada foi plugada à energia do desejo e de lá pra cá a Bíblia nos mostra diversos casos de “velhos – homens – obreiros” os quais mesmo separados para liderar e zelar pelo serviço do Senhor, trocaram os valores, interrompendo até mesmo sua chamada na hipócrita idéia de que ser visto, aplaudido e famoso trouxe em si mais vantagens que o simples servir.
Não estou aqui culpando o homem, apenas apontando as estratégias do velho no homem espiritual, até porque suas ações podem nos deixar cegos, ambiciosos, obesos e precipitados.

“eu disse: Agora descerão os filisteus sobre mim a Gilgal, e ainda à face do Senhor não orei; e forcei – me e ofereci o holocausto.” (I Samuel 13.12,13)

Saul, rei escolhido pelo povo de Deus, tinha tudo para acertar, a questão dele e de muitos obreiros é a questão em foco: desobediência que desemboca em precipitação. “e forcei-me e ofereci holocausto” Todo qualquer trabalho forçado gera entre o povo frieza, o altar congela, ainda que os valentes estejam à frente, tentem mostrar serviço diante do líder, ainda que mostrem aparência de quem sabe mais que o outro, que é mais espiritual e mais capaz, tal ação é reprovada por Deus, visto que o Senhor não depende do nosso esforço para que sua obra ande, mas se em obediência estivermos, Jeová Deus nos manda guardar todas as armas e louvar, nos manda ficar parados e para ficar observando a os inimigos se destruírem, pois a peleja é do Senhor, a igreja não precisa de defensores, Jesus é o noivo cuidadoso dessa noiva.
Por outro lado, o velho homem não trabalha por amor, mas por auto promoção, “o que ganharemos, se deixarmos tudo e te seguirmos?” Muitos obreiros correm desenfreadamente por uma posição eclesiástica e se esquece de que quanto mais alto se sobe mais terá que descer e servir, visto que Jesus o maior homem entre nós nos deu exemplo e deixou claro que se alguém quiser ser senhor, primeiro seja servo. Mas, ai está o problema, o velho homem não consegue se inclinar a servidão natural, porque sua índole é orgulhosa, cheia de méritos próprios e procura sempre mostrar sua auto capacidade preguiçosa de uma ação sem reação, de uma ação cheia de segundas intenções, posto que tais inclinações é como um parasita na vida de quem almeja espiritualmente ser grato a Deus com seu serviço voluntário. Então, cuidado! “Toda árvore que não tiver frutos será cortada e jogada no fogo.”
Nessa direção, o velho homem não frutifica porque não entende as coisas do alto, não observa ao longe nem ao lado, nem detecta o fim de nossa peregrinação aqui, apenas deseja as coisas daqui, as conquistas daqui, o gozo daqui, por isso caro irmão e irmã pensemos longe, olhemos para o alto, nossa redenção, expulse esse parasita de você, se humilhe diante da potente mãos de Deus que no tempo certo Ele o exaltará.

Até à próxima!
André Silva